Pracana da Ribeira – Cardigos

2011-11-02 14:46

 

75 anos da capela de Santa Filomena

Esta é uma das pequenas aldeias da freguesia de Cardigos

Os habitantes residentes, são poucos, 13, a ultima pessoa a nascer na aldeia já é mãe de uma criança de 3 anos, mas transformam-se em centenas por ocasião de festas e romarias ou convívios da Associação Cultural e Recreativa “pracanense”, a qual vai dinamizando diversas actividades. A associação nasceu em 2006, pela mão da Dª Catarina de Fátima, já falecida. Mulher de grande dinamismo, deitava mãos à obra e com ela muitas coisas avançaram. Foi Provedora da Santa Casa da Misericórdia de Cardigos e Secretária da Junta de Freguesia.

Originalmente a capela tinha como padroeira Santa Filomena,  mais tarde substituida pelo Santo Anjo da Guarda de Portugal, festejou recentemente os seus 75 anos de existência.

Conversamos com a Dª Zita, residente na Pracana e que nos falou do seu tio o P. Henrique da Silva Louro. Em 1982 escreveu um pequeno livro sobre a aldeia. Exerceu a sua acção pastoral na Arquidiocese de Évora, era historiador investigador.

O nome da aldeia advém, de acordo com o Padre Henrique da Silva Louro, da ribeira que lhe corre aos pés. “Nos documentos antigos tanto a ribeira como a povoação aparecem escritas das seguintes formas: Para Cana, Paraquana, Peracana e Paracana. Esta última grafia já vem do século XII. Há 200 anos as 3 povoações deste nome tinham apenas oito famílias.” .

Capela doSanto Anjo da Guarda de Portugal

 

A capela começou a ser erguida no ano de 1935 e foi inaugurada no dia 11 de Outubro de 1936. Inicialmente a ideia era dedica-la a Santo António, mas como refere o P. Henrique, “Providencialmente veio-me ter às mãos um folheto sobre a vida de Santa Filomena e logo fizemos o voto de a levantar à honra daquela virgem e mártir do século III, se a conseguíssemos acabar, durante o ano de 1936, o que de facto sucedeu”.

O avô da Dª Zita, Sr. António da Silva Louro, foi um dos que abriu os alicerces para a capela. Mais tarde, devido a um acidente, ficou completamente cego, passou metade da sua vida sem ver. Durante muitos anos, ia todos os dias à capela rezar o terço, chegava a ser 7 por dia. Morreu em 1968.